IPB TV

3 de fevereiro de 2012

Venha Participar Conosco


Equipe P a s t o r a l


Rev. Wilson Emerick
Rev. Geovane Porto
Rev. Carlos Roberto de Freitas
Rev. Iran Ribeiro
Sem. Diego Martins

Miss. Ivanda Maria Borges
(Santo Antônio do Matupi / AM)

Miss. Gislene Teixeira dos Santos
(Suriname)

29 de janeiro de 2012

O prédio caiu, o navio afundou, a cidade inundou..


Mal começamos 2012 e sinais de destruição estão por toda a parte. Além de destroços e perdas materiais, são objeto de preocupação as várias contaminações e consequentes doenças. Mas o pior mesmo são as vidas ceifadas. Nesses episódios percebe-se que o homem não cumpre bem o seu papel de gestor (mordomo, administrador) do mundo, como Deus delegou. Não podemos controlar os fenômenos da natureza. Porém, é possível prevenir-se para os acidentes geográficos previsíveis e outras situações inusitadas. A lei da gravidade desempenha o seu papel de atrair

os desafios da vida! Deus ouviu o clamor do povo escravo. E chamou e capacitou alguém para liderar e organizar o povo. Ele tinha um plano. Ele confiou a missão a Moisés. Também lhe confia uma missão. Moisés é o líder, mas é também o servo. É o instrumento de bênçãos para o povo, mas também é um vaso de barro, moldável e útil aos propósitos divinos. Foi assim que o povo de dura cerviz, teimoso, queixoso, insensível caminhou. Quantas e preciosas lições aprendemosos corpos para o centro da terra. E os homens são dotados de inteligência para viver no
planeta de forma responsável. Afinal, os prédios que caíram não haviam apresentado nenhum sinal de alerta? O Rio de Janeiro instala UPPs, prende bicheiros, organiza o maior carnaval do mundo, prepara-se para receber grandes eventos esportivos, mas não se atenta para os antigos prédios da envelhecida Cinelândia? E o irresponsável comandante Gregório de Falco não sabia dos riscos de navegar o Costa Concordia nas cartas náuticas, enquanto se distraia com uma convidada? E onde estavam o vice-comandante e a mulher que deveria substituí-los? E como se explica uma tripulação que não sabia o que fazer nas operações de salvamento? Também as autoridades não sabiam que as chuvas do verão e o excesso de águas da estação causam danos às cidades ribeirinhas? Por que não se
preparam adequadamente para oferecer melhor suporte aos lugares de risco já conhecidos de toda a população, principalmente nas bonitas serras fluminenses? Esses episódios catastróficos revelam a

fragilidade de nossos sistemas e desqualificação dos nossos serviços. Coincidência ou não, são acidentes ocorridos nos países do jeitinho brasileiro ou do atrapalhado Berlusconi. Pior que o povo... bem, o povo é uma outra história. Por sinal, uma h i s tó r i a que se repete. N ã o podemos i g n o r a r ou esquecer que os nossos caminhos estão repletos de i m p r e - v i s t o s , i n t e m -p é r i e s , dificuldades! Por exemplo: o povo que, por bondade e misericórdia divina, conquistou a liberdade do cativeiro egípcio também não se preparou para enfrentar os seus desafiantes caminhos. Ao contrário, desde o anúncio da libertação, o povo que ansiava novos caminhos há “somente” 430 anos, começa reclamar e se queixar, e reivindicar direitos e privilégios. E não merecia, nem fazia por merecer! Surgem problemas e a primeira reação é “retroceder” – não é assim que fazemos ainda hoje? Também, percebemos como somos desorganizados, desprevenidos, despreparados. Sonhamos com um mar de rosas, mas esquecemo- nos dos acúleos que nos espetam. Queremos mil coisas, mas não nos preparamos devidamente. Assim aconteceu com o povo de Israel no Egito, ou no navio que naufragou, ou nas enchentes da estação e, agora, nos prédios que caíram. Lamentável e tardiamente, os episódios de ontem e de hoje
radiografam povo despreparado para enfrentar
com esta gente que, ao final, obteve êxito. Não há dúvida, foi uma caminhada transformadora. Como também pode ser a nossa caminhada. Em meio aos muitos desafios, Deus orienta Moisés:
“diga ao povo que marche”! Mesmo após ver ou viver experiências de morte, Deus conclama o povo a prosseguir. Ainda hoje, como igreja e como nação, é o que ainda nos resta: “marchar”, “caminhar” para frente, para o alto! Deus deseja nos abençoar! Que assim seja!

Wilson Emerick
emerick@ipcamp.org.br

22 de janeiro de 2012

A mudança transformadora


A nossa vida está, constantemente, sujeita a mudanças. Mudamos fisicamente a cada dia. Mudamos a nossa forma de pensar, de agir e reagir diante da mais variadas situações. Mudamos de casa, de emprego e de carro. Uma nova escola, uma nova cidade. É fato que, a qualquer momento, poderemos nos deparar com algum tipo de mudança que pode nos trazer surpresas, transtornos, tristezas e alegrias. São mudanças que, em muitas situações, não desejamos e não estamos preparados para enfrentá-las. Afinal, preferimos o conhecido ao desconhecido; as incertezas nos desestruturam, não é assim?
Em vôo ou em solo, o piloto de qualquer aeronave, antes de tomar qualquer atitude quanto ao seu trabalho, diante do seu equipamento, ele necessita ter em mente duas informações muito importantes: a sua posição, ou seja, onde se encontra e para onde deseja ir. Sem estar seguro dessas informações haverá sempre um risco no curso da sua jornada que poderá afetar outras pessoas.
Assim é com a vida da grande maioria das pessoas e das organizações. Todos buscam se orientar no seu contexto de vida e traçar uma trajetória para suas vidas. Viver assim trás segurança e a sensação de que temos nossas vidas sob controle. Sem esses pontos de referencia a vida parece incerta, sem sentido e paz.
Esta busca existencial por segurança e controle está na contramão da realidade desejada por Deus e sua palavra.
Abrão era um homem que tinha uma vida estável, vivia com a sua família numa terra onde tudo caminhava bem, cercado de prosperidade e segurança material, em uma cultura e religião conhecidas. Era uma existência tranqüila e dentro da normalidade da sua época! Tudo estava confortável e seguro para Abrão!
De repente, em um dia como outro qualquer, o inesperado acontece: Deus aparece na vida de Abrão e fala com ele!
Deus convoca Abrão a uma mudança que alteraria toda a sua vida, da sua casa e da existência humana na terra. Deus mudou a vida de Abrão de tal maneira que até o seu nome foi mudado para Abraão.
O Senhor chamou Abraão e sua família a uma caminhada rumo a uma terra desconhecida, mas preciosa. Terra na qual viveria o Povo de Deus.
Seria uma caminhada de Fé, de confiança, no Deus que o chamou. Afinal, tudo era inusitado e constrangedor naquela voz que convocava.
Abraão obedeceu a voz de Deus e seguiu aquele caminho!
A mesma voz que falou no passado com Abraão está presente, hoje, em Jesus: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; Mateus 7, 24.
Estamos iniciando Uma Caminhada Transformadora atendendo a voz do Senhor que nos chama. Isso vai provocar mudanças inesperadas e até indesejadas na sua vida, dos seus e da nossa comunidade, mas uma Igreja Viva, como Abraão, atende este chamado, numa resposta de Fé que, mesmo ante ao inusitado, estaremos seguros, pois o Senhor Jesus estará conosco todos os dias.
Vamos caminhar juntos?
Rev. Iran Ribeiro
Iran.ribeiro@uol.com.br
“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus”. Salmos 20.7

15 de janeiro de 2012

Extreme Makeover!


Extreme Makeover!

O que vem a ser isso? Esta deve ser a pergunta que a maioria dos leitores deste artigo fará logo de início. Na verdade, trata-se de um programa da TV Norte-Americana, no qual uma família que tenha enfrentado ou enfrenta algum tipo de dificuldade é escolhida para ter sua casa reformada ou totalmente reconstruída. Enquanto a obra acontece, os membros da família são levados pela equipe do programa para um pequeno período de férias. Ao final de sete dias, os apresentadores do programa recebem a família com toda vizinhança para lhes entregar a nova casa. A expressão Extreme Makeover pode ser traduzida como: Reconstrução Total! E, é sobre isso que este artigo quer tratar.

Nestes dias iniciais de 2012, é muito comum ouvirmos pessoas afirmarem que tudo agora se resume em uma frase: Ano Novo - Vida Nova! A grande questão a respeito desta afirmação é que, na teoria, isso funciona muito bem; na prática, porém, a realidade pode ser bem diferente. Quem terminou 2011 enfrentando algum tipo de enfermidade pode não pensar desta forma; quem estava desempregado também. Casais que vinham se arrastando em seus casamentos começam o ano com a mesma carga sobre suas vidas. Quem enfrentou problemas de relacionamentos de qualquer espécie, desconfiará de todos aqueles que tentarem se aproximar daqui por diante. Estas seriam algumas das muitas situações que nos fariam trocar o slogan “Ano Novo Vida Nova” por “Ano Novo - Vida Velha”. O ano pode ser novo, mas os problemas são tão antigos quanto a própria vida. E o que fazer quando chegamos a esta conclusão? Talvez a solução esteja em uma “reconstrução total”.

Para isso, devemos levar em conta alguns elementos: primeiramente, ressaltamos a premissa de que algumas situações fogem do nosso esforço e capacidades. Devemos então nos concentrar naquilo que nos diz respeito, no que depende de nós. Também precisamos ressaltar que tudo aquilo que está além do esforço humano deve ser deixado sobre os cuidados de Deus. Pois, para Ele, não haverá impossíveis em todas as suas obras (Lucas 1.37). A crise surge quando invertemos os papéis – tentamos fazer a parte de Deus e deixamos de fazer a nossa. Outra situação geradora de crise surge quando transferimos as responsabilidades. Como exemplo, poderíamos citar o caso de pessoas que lutam com a insubmissão de seus filhos, com o desrespeito, rebeldia e até mesmo com a falta de amor e carinho, tão importantes na vivência familiar. Hoje em dia, algumas pessoas abriram mão de suas responsabilidades, transferindo-as para os educadores, igrejas, pastores e até psicólogos. Infelizmente, a igreja não pode recuperar o que o lar destruiu. O que estas famílias precisam é de uma reconstrução total! Reconstruir suas posturas, seus sentimentos e obrigações - uma mudança de mente e coração, que possibilite a renovação da família.

Queridos irmãos e irmãs, as áreas e situações carentes de reformas podem ser as mais variadas. A necessidade de reconstrução pode estar na vida espiritual de cada um de nós, ou em nossas posturas como empregados, patrões, homens e mulheres. No entanto, para que o Ano Novo traga consigo uma Vida Nova é necessário que uma reconstrução aconteça em tudo o que nos cerca. Para que isso se torne possível, basta apenas uma coisa: “estar em Cristo”. Isto é o que o Apóstolo Paulo nos diz em sua segunda carta aos Coríntios: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5.17).

Cristo pode proporcionar a cada um de nós a reconstrução de que precisamos. Que Deus nos abençoe e nos ajude a reconstruir o que o tempo e as tempestades levaram de nós.

Pr Geovane Porto